Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Que dia...

Tem dia que eu tô mal. Aliás, isso não é privilégio meu. Todo mundo passa por dias onde seria bem melhor não ter saído do meio das cobertas, mas... quem dera ter essa opção.

E hoje foi um desses dias. Fiquei em casa para tentar acabar um capítulo e nada saiu da minha cachola. Os problemas do trabalho vieram atrás de mim no aconchego do meu lar, eu procurei pulga pra me coçar, me estressei, fiquei com raiva, chorei, reclamei, pensei mais uma vez em virar hippie, fazer redes de pesca, com uma mochila nas costas, na beira do lago Titicaca, não necessariamente nessa ordem. Bom... eu só venho aqui pra reclamar... é verdade.

Amanhã é ligar pra orientadora, dizer que não consegui fazer nada, que sou uma anta burra que inventou fazer mestrado, quando devia muito bem ter parado na graduação e estar linda e morena em uma biblioteca de uma escola particular qualquer, fazendo hora do conto, murais coloridos e me emocionando cada vez que um pequetito falasse "Obrigada moça, bom dia!".

Merda né? A gente nunca saber que tá fazendo cagada, indo pra onde não devia estar indo... tem hora que sonhos menores parecem também ter seu charme.

Nunca se sabe...

Domingo, 31 de Maio de 2009

Prazos... eles existem

E eis que abrindo minha caixa de e-mail do yahoo, uma conta horrorosa onde quase só recebo power points, spam, previsão do meu signo encontro um e-mail da secretaria da pós graduação. O recado é: mande sua previsão de defesa. Lembramos que seu prazo é até o dia 31 de agosto.

Beleza... 31 de agosto... lembro de quando eu vivia cuspindo aos sete ventos que iria defender super rapido, que não ia nem chegar perto do prazo final... quanta balela... estou eu aqui sem nem saber se choro ou se rio. Com uma orientadora que recebe textos mas não dá retorno. Com uma mãe que conversa o dia inteiro comigo. Com a rádio Itatiaia ou a TV Globo zunando na cabeça. Com o cara que amo longe de mim.

Claro que não justifica... mas é nessas horas que dá vontade de ter, um cômodo que seja, uma mesa pro meu pc, uma cadeira confortável e uma cama. Ficar quieta sem ninguém por perto. Um canto silencioso. Ou seja: queria estar vivendo isso de outro jeito.

Resumindo. Tô louca pra isso acabar logo. Tô louca pra fazer outros planos. Quero ir tirar minha carteira de motorista, procurar outro emprego, aprender inglês, economizar uma grana. E tô com medo, muito medo... medo de não conseguir cumprir prazos, medo de estar escrevendo bobagens. Medo da minha defesa ser um fiasco total. Às vezes nem sei se tenho queda pra isso. Talvez, eu seria uma boa bibliotecária. Talvez eu devesse ter virado hippie ou viver de salvar cachorros de rua. Talvez, talvez... mas por enquanto é isso que tenho... e tenho que terminar...

Sábado, 9 de Maio de 2009

E cá estou eu...

... de volta.

E foram 20 dias... que passaram como relâmpago (piegas mas verdade)...
E vi e vivi tanta coisa... escalei paredes, comi o maior bacalhau já visto por mim, passeei de barquinho em Aveiro - primeiro com as pernas trêmulas, depois relaxei... vi vários shows de tunas pela cidade e também em um theatro lindo! Tirei fotinhas, muitas! Sorrindo, fazendo careta, fingindo de brava...

Almocei em um restaurante fino na beira do D'ouro, conheci D. João do vitiligo, comi ovos moles (e não gostei), vi casinhas listradas e coloridas, pisei na praia mais gelada que já tinha visto (saí com o all star cheinho de areia), virei capa de CD, bebi vinho do porto rindo como embriagada, imitei o gato do meme play him off, keyboard cat, saí correndo da Sé depois de um solo de coral, peguei sol e ganhei marquinha de bronze, fiz compras... ganhei presentes, estudei... até concluí uma comunicação!

Dormi soninho gostoso... acordei com preguiça... vontade de ficar abraçada o resto da vida...

Na volta fica um vazio... uma sensação de perda mesmo... que eu gostaria que passasse logo... mas acho que emendou muita coisa ruim... muitas preocupações...emprego, grana, casa... e cada volta dessa é como se fosse mesmo uma punhalada (tá, tá...piegas de novo)... como se fosse preciso juntar os caquinhos e recomeçar... reacostumar com a ausência...

Então vamos juntar os pedacinhos... um aqui, outro ali...


Domingo, 5 de Abril de 2009

Mea Culpa

Retiro tudo o que disse no post anterior...

O namorado da minha amiga é um babaca que ia passar duas semanas na praia e agora está mais de um mês. Ela terminou com o dito pelo telefone e ele nem se abalou... continuou lá. O máximo que o bonito fez foi mandar mensagem dizendo que "não é assim, vc está com a cabeça quente. Qdo eu voltar a gente conversa". Tem homem que acha que só porque ouve um "eu te amo" todo dia acha que pode sapatear em cima...

Bah!

Sábado, 28 de Março de 2009

¬¬

E aí que eu tô aqui no msn teclando com uma amiga que não sabe o que faz pois o namorado foi passar 2 semanas em São Paulo e ela não entende como o amado pôde sentir necessidade de viajar e ficar longe dela...

Tá com medo de traição, porque ele tá numa praia qualquer cinzenta em Sampa...

Tô com preguiça dela... mas tô tentando explicar que chifre acontece até debaixo dos nossos bigodes... não adianta neurar só porque o cara tá numa praia super maneira em Sao Paulo... ela acaba de me dizer que "só eu sou assim tão liberal" e que "todas as minhas amigas da facu concordam comigo" ¬¬

É... eu devo ser mesmo uma criatura muito liberal... daqui a pouco tô propondo um menage pro meu namorado...

Preguiça de gente que não respeita individualidade alheia, preguiça... ¬¬

Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Carnaval? Blergh!

Tô aqui no computador cheia de coisa pra fazer mas morrendo de preguiça... tentei ver TV mas num dá... tá tudo em clima de carnaval.

Eu acho que tenho algum problema com datas... eu não gosto de Natal, acho uma data super triste... talvez por ter família pequena em BH e meus natais se resumirem a uma ceia para 3 pessoas... Natal com família grande reunida, criança, cachorro deve até ser divertido... mas por enquanto eu não tenho mesmo saco... e semeio uma profunda antipatia por Santa Claus. Não grado desse povo vestido de cetim vermelho, barba e barriga falsa (ou verdadeira), calor de 40 graus e um sorrisinho falso enquanto levanta a 457º criança do dia no colo. Filho meu não passa por isso! Vai ver eu tenho algum tipo de trauma pela minha mãe nunca ter enfrentado fila num shopping lotado para me sentar no colo do véio... mas sinceramente, agradeço a ela... =D

Também tenho dificuldades com dia dos pais... lembro quando era pequetita e na véspera as professoras nos davam material para fazermos um cartãozinho ou uma lembrancinha... e o pior: tinha que colocar o nome do dito... e eu ia lá e colocava o nome da minha mãe.. e algumas crianças me perguntava se meu pai se chamava Ana...

E o tal carnaval... tenho horror a essa necessidade de se mostrar feliz, de ir pra farra, mostrar o corpo, usar bastante camisinha, encher a cara, dançar o créu e ir até o chão, beijar 30 numa noite e dormir esparramada numa sarjeta qualquer só porque é carnaval... quero que carnaval se exploda... confesso que às vezes dou uma espiada no desfile das escolas de samba do Rio... mas geralmente durmo bem rápido pois ficam horas a filmar uma mesma ala e isso cansa...

Bom... mas cada um com seus gostos... ou esse mundo seria mesmo muito chato... e... desisto de estudar por hoje, bom carnaval.

Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Mudando...


E eis que assinei meu aviso-prévio. Depois de mais de 3 anos fazendo o mesmo caminho e trabalhando nas mesmas coisas eu resolvi me libertar. Com certeza aquilo ali estava (está) me atrapalhando... não vou colocar a culpa pelo empacamento da minha dissertação somente no meu trabalho mas com certeza uma parcela de culpa ele tem.

Eu sofro muito, eu quero fazer as coisas certas, eu tenho pavor de que algo na minha logística pré concebida dê errado, tenho espasmos quando vejo serviço parado. Sofro, tenho dores de estômago e insônia. Abro o e-mail do trabalho durante os fins de semana, trabalho nas férias, não consigo me desligar.




Por um longo tempo aquilo ali me fez feliz. Eu tinha uma chefe bacana e inteligente que tinha o poder de administrar bem uma equipe. Eu acreditava no programa, acreditava que ele tinha o poder de transformar os jovens que dele faziam parte. Gostava das minhas tarefas.

Enquanto eu estava nesse trabalho aconteceram muitas coisas nessa minha vida: eu andei pela primeira vez de avião, entrei pro mestrado, me hospedei em hotéis bacanas, conheci pessoas e algumas eu espero fazer parte da minha vida para sempre...

Eu ri e chorei, vi uma arma de fogo pela primeira vez, passei por uma turbulência monstro num voo de volta do Rio (achei mesmo que ia morrer ali), adotei uma gata linda que fica o dia inteiro ao lado da minha bancada, recebi cantada de alunos, cara feia de outros...

Fui e voltei...mas...colocando tudo na balança...eu consigo ver que aquilo ali já não é o meu lugar... a equipe inicial já não existe mais, a chefe foi voar por outras paragens, o que eu fazia sorrindo, agora já faço de forma arrastada... é hora de juntar o enfeites da mesa, as fotos, formatar o pc e ir cantar em outros cantos...é hora de mudar...

E como bem disse Clarice Lispector: "Só o que está morto não muda !"