segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Feliz é apelido!

E corroborando a teoria de que eu só posto quando estou revoltada:

1) Defendi minha dissertação dia 31 de agosto, sou mestre e não vim aqui contar;

2) Nessa sexta, dia 02 de outubro por volta das 21horas e 30 minutos o amor da minha vida estará desembarcando no Aeroporto Internacional de Confins e só agora estou aqui contando.

É ou não é muita alegria pra uma pessoa só?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Só pra constar...

Tô cansada...
Muita coisa pra preparar antes da defesa...
Bicho pegando no trabalho...
O que vai ser de mim nessa defesa?
E o pior...
Aqui em casa ninguém ajuda...
Eu tenho que guardar datas... Eu...
Resultado...
A merda tá feita.

domingo, 2 de agosto de 2009

Pra chorar mais um pouco...



Está eu navegando pela internet... enrolando para estudar, quando entro no G1 e me deparo com uma lista de 10 cachorros que marcaram a história humana, um "resumo" do livro de Sam Stall que lista os 100 cachorros mais influentes da história.

Daí que entre os 10, eu conhecia todas as histórias, de menos a história do "Cachorro Marrom"... foi ler e chorar. Fui pesquisar mais sobre ele e me deparo com um site que só trata de estátuas de cachorros pelo mundo e eis o que me fez chorar mais um monte:



O Cãozinho Marrom - The Little Brown Dog é um símbolo contra a vivissecção. A triste história deste Terrier começa em 1902, quando o Professor Starling da University College London fez a primeira cirurgia no animal, retirando-lhe o seu pâncreas e deixando-o nos dois meses seguintes numa gaiola — gemendo e chorando. Em fevereiro de 1903, o sádico médico reabriu o abdomen do cãozinho para verificar os resultados da primeira cirurgia, fechando o corte com grampos; a seguir, passou o animal para o Dr. William Bayliss, que fez um novo corte, agora no pescoço, durante uma aula. Depois de meia hora, o cãozinho marrom passou para as mãos de um estudante que o matou (não se sabe ao certo se com clorofórmio ou por meio cirúrgico).

Duas estudantes suecas — Leisa Schartau e Louise Lind-af-Hageby — que assistiram à aula do Dr. Bayliss, denunciaram o horror ao Secretário da NAVS - National Anti-Vivisection Society, Stephen Coleridge, o que resultou no livro The Shambles of Science, levantando na época uma grande discussão sobre o tema. Coleridge também acusou publicamente o Dr. Bayliss de violar as leis do país — já havia uma proibição de se fazer mais de um procedimento em um único animal e a obrigatoriedade do uso de anestésicos durante aulas — e o médicou acabou processando o Secretário da NAVS, ganhando a ação. No entanto, se Coleridge perdeu nos tribunais, diante da opinião pública ele saiu vitorioso: a maioria da população ficou horrorizada com o sofrimento do cãozinho. Em 4 meses foram conseguidos 5.735 libras e uma estátua em sua homenagem foi inaugurada, em 15 de setembro de 1906, em Battersea (Londres): uma fonte de água (para pessoas e cães) e acima dela o cachorrinho sentado.

Em memória ao Cão Marrom Terrier, torturado até a morte nos Laboratórios da University College em fevereiro de 1903, após ter passado por Vivissecção por mais de 2 meses, tendo sido passado da mão de um Vivisseccionista para outro até que a Morte veio Libertá-lo.Também em memória dos 232 cães vivisseccionados no mesmo lugar durante o ano de 1902. Homens e Mulheres da Inglaterra, até quando devem acontecer coisas assim?

Entretanto, a justa homenagem revoltou os estudantes de medicina veterinária, que constantemente apareciam no local para tentar vandalizar o monumento e acabavam confrontando-se com jovens trabalhadores de Battersea. Tais confrontos ficaram conhecidos como os Tumultos do Cão Marrom. Os estudantes ficaram particularmente ofendidos com a inscrição que nominava a sua escola (University College), enquanto que a prática de vivissecção era comum em outras instituições também. Uma tentativa na câmara de vereadores local de tirar a inscrição falhou, pois argumentaram que o que estava escrito de fato aconteceu. No entanto, vieram as eleições e uma nova câmara, agora nas mãos de outra ideologia política, aprovou a retirada do monumento, o que aconteceu no dia 10 de março de 1910; a remoção causou grande descontentamento, a ponto de três mil pessoas marcharem em Londres em protesto; veja foto aqui.

Passados tantos anos, a vivissecção continua, ainda que feita às escondidas em indústrias de cosméticos, por exemplo. Então, em dezembro de 1985, a National Anti-Vivisection Society erigiu uma nova estátua (esculpida por Nicola Hicks) do cãozinho marrom no Battersea Park, em Londres, para lembrar o sofrimento de milhões de animais de laboratório no mundo todo — e principalmente, para que o sofrimento daquele cãozinho marrom jamais seja esquecido.

Texto retirado de: THE DOG AS PUBLIC ART

Aff...

sábado, 1 de agosto de 2009

Dia de reclamar!

Já que eu só venho aqui para reclamar, então hoje é dia de postar!

Tô de saco cheio! Tô muito mal humorada hoje. Precisava terminar (leia-se começar e acabar) o capítulo de metodologia, preciso rascunhar uma conclusão e enviar tudo para a revisora amanhã e......NADA... nadinha... nothing de escrita.

Segunda viajo pros confins do Brasil, vou trabalhar loucamente, vou me estressar, passar calor de 40 graus, fingir sorrisos, visitar cidades que nem sei se tem hotel para hospedar ou táxi para me transportar. Diversão? Zero. Já fazem 4 meses que me diverti, que saí sem pressa de voltar. Não tem ser humano que aguente...aff

E hoje é sábado. Tem coisa mais deprimente que estar em um computador sozinha hoje? Só se eu for assistir Zorra Total pra completar o dia terrível.


Ps1: Hoje também levei Pet no vet. Ele só achou inflamações nas unhas, provavelmente por sujeirinha agarrada.

Ps2: Acho que depois da defesa e da revisão da dissertação para o depósito na biblioteca eu careço sumir por uns dias... um fim de semana, não tenho as caras de pedir mais folga no trabalho.

Ps3: Chorei muito hoje. Eu até assustei.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Indo...

Bom, as coisas tão indo... finalizando a escrita, inserindo umas coisas, tirando outras. Ainda falta metodologia e melhorar a conclusão. Ah! E índice, agradecimentos, folha de ata... essas coisas. Também tenho que mandar pra revisão do português e a normalização minha amiga Juliana deve fazer a preços módicos. Daí a orientadora volta pro Brasil, lê e mando imprimir.

Já estou meio em dúvida se quero mesmo público nessa defesa.

Já providenciei sapato (leia-se papatinho lindo maravilhoso scarpin Schutz pela metade do preço em Divinópolis), terninho (Mamys me presenteou com um lindo da Ellus que tá no ajuste). Falta calça (que deve ser jeans) e uma blusa (provavelmente camisa branca). No mais é umas perolazinhas e um make básico. Também queria tingir o cabelo e fazer um corte bacana.

Mas o mais importante é montar uma apresentação bacana, e tentar não perder a voz. Sou péssima sob pressão... costumo esquecer palavras e gaguejar. But, tudo vai dar certo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Que dia...

Tem dia que eu tô mal. Aliás, isso não é privilégio meu. Todo mundo passa por dias onde seria bem melhor não ter saído do meio das cobertas, mas... quem dera ter essa opção.

E hoje foi um desses dias. Fiquei em casa para tentar acabar um capítulo e nada saiu da minha cachola. Os problemas do trabalho vieram atrás de mim no aconchego do meu lar, eu procurei pulga pra me coçar, me estressei, fiquei com raiva, chorei, reclamei, pensei mais uma vez em virar hippie, fazer redes de pesca, com uma mochila nas costas, na beira do lago Titicaca, não necessariamente nessa ordem. Bom... eu só venho aqui pra reclamar... é verdade.

Amanhã é ligar pra orientadora, dizer que não consegui fazer nada, que sou uma anta burra que inventou fazer mestrado, quando devia muito bem ter parado na graduação e estar linda e morena em uma biblioteca de uma escola particular qualquer, fazendo hora do conto, murais coloridos e me emocionando cada vez que um pequetito falasse "Obrigada moça, bom dia!".

Merda né? A gente nunca saber que tá fazendo cagada, indo pra onde não devia estar indo... tem hora que sonhos menores parecem também ter seu charme.

Nunca se sabe...

domingo, 31 de maio de 2009

Prazos... eles existem

E eis que abrindo minha caixa de e-mail do yahoo, uma conta horrorosa onde quase só recebo power points, spam, previsão do meu signo encontro um e-mail da secretaria da pós graduação. O recado é: mande sua previsão de defesa. Lembramos que seu prazo é até o dia 31 de agosto.

Beleza... 31 de agosto... lembro de quando eu vivia cuspindo aos sete ventos que iria defender super rapido, que não ia nem chegar perto do prazo final... quanta balela... estou eu aqui sem nem saber se choro ou se rio. Com uma orientadora que recebe textos mas não dá retorno. Com uma mãe que conversa o dia inteiro comigo. Com a rádio Itatiaia ou a TV Globo zunando na cabeça. Com o cara que amo longe de mim.

Claro que não justifica... mas é nessas horas que dá vontade de ter, um cômodo que seja, uma mesa pro meu pc, uma cadeira confortável e uma cama. Ficar quieta sem ninguém por perto. Um canto silencioso. Ou seja: queria estar vivendo isso de outro jeito.

Resumindo. Tô louca pra isso acabar logo. Tô louca pra fazer outros planos. Quero ir tirar minha carteira de motorista, procurar outro emprego, aprender inglês, economizar uma grana. E tô com medo, muito medo... medo de não conseguir cumprir prazos, medo de estar escrevendo bobagens. Medo da minha defesa ser um fiasco total. Às vezes nem sei se tenho queda pra isso. Talvez, eu seria uma boa bibliotecária. Talvez eu devesse ter virado hippie ou viver de salvar cachorros de rua. Talvez, talvez... mas por enquanto é isso que tenho... e tenho que terminar...